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Febre amarela, vacina

A vacina de febre amarela é recomendada para indivíduos que moram em áreas endêmicas (as regiões com recomendação de vacina podem ser encontradas no link: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/427-secretaria-svs/vigilancia-de-a-a-z/febre-amarela/l1-febre-amarela/10771-vacinacao-febre-amarela) e para indivíduos que irão viajar para estas regiões, no Brasil ou em outros países.

Pelos componentes da vacina, alguns tem classificação como não indutores de crise, porém a maioria não tem classificação. Na base de dados do Napos, eles colocam que potenciamente pode causar crise, mas tem relato de três pacientes que usaram sem problema e um com crise duvidosa.

A vacina pode causar reação febril, dor muscular, dor abdominal e um quadro parecido com quadro gripal, em geral entre 6 a 10 após a vacinação.

De acordo com o fabricante (segundo dados da ANVISA) são efeitos colaterais descritos:

Reações adversas observadas a partir de estudos clínicos:

Em estudos clínicos, os eventos adversos mais comuns que ocorrem após a administração da vacina foram reações no local que foi relatado em 16% dos indivíduos.

- Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que usam este medicamento): cefaleia (dor de cabeça), reações no local de aplicação como dor, eritema (vermelhidão), hematomas, edemas, e inchaços;

- Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que usam este medicamento): náusea, diarreia, vômito, mialgia (dor muscular), pirexia (febre) e astenia (cansaço);

- Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que usam este medicamento): dor abdominal e artralgia (dor nas articulações).

Antes de se vacinar é importante ter atenção as contra-indicações próprias da vacina - alergia à ovo, imunodeficiência, uso de medicamentos que causem imunodeficiência, entre outros. Para pessoas com mais de 60 anos, no caso de ser a primeira dose, tem que considerar se vale a pena pois o risco de complicação é maior.

Agora, se a pessoa mora em área endêmica, ou tem que viajar para área endêmica, temos que considerar o risco benefício. Não temos certeza absoluta que vai desencadear crise, tem uns relatos de pacientes que usaram e não apresentaram complicações. Por este motivo é importante consultar o médico assistente para orientações adequadas.


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Vacina contra febre amarela

De fato, a vacina para febre amarela não traria elementos contra-indicados na porfiria aguda intermitente, já que não requereria metabolização hepática especial. Deve-se, contudo, ficar alerta aos efeitos adversos da vacina - que ocorrem em percentual pequeno de qualquer paciente - como febre, mialgias, hipersensibilidade cutânea que podem "descompensar" metabolicamente o paciente com porfiria. Ou seja, o problema não é vacina, mas um estado de hipercatabolismo ou mal estar geral que ela pode provocar em poucos pacientes. Por isso deve-se ficar atento aos dias após a vacina. Assim , se o paciente com porfiria tiver essas reações, ele deve manter aporte elevado de carboidratos e, se possível, receber glicose (300 - 400g) , intravenoso. Para náusea, ele pode usar a clorpromazina. Para os sintomas disautonômicos, caso surjam, deve-se usar o propranolol. Para controle de febre, pode-se indicar o paracetamol.é importante também monitorar na febre o sódio, o potássio e o magnésio. Não se pode esquecer que ainda é melhor tratar de hipotéticas reações adversas do que o stress metabólico que a febra amarela pode provocar no paciente com porfiria.

Por Dr. Charles Lourenço

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