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Buscando o bem-estar desde 2006
> Listas de medicamentos seguros e contra-indicados. Não corra riscos, fale com seu médico. > Informações seguras para médicos. Traduzidas da American Porphirya Foundation. > Cadastro. Acesse e preeencha. Você pode ajudar a mudar a situação dos portadores de porfirias no Brasil. |
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ASSOCIAÇÃO
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Depoimentos
Bénie Maria Scandelari Bussmann Curitiba PR Meu
nome, Bénie Maria Scandelari Bussmann. Minha
mãe, Iêda Maria Scandelari Bussmann, teve uma crise séria de
Porfiria quando eu tinha cinco anos, então passei a vida toda
ouvindo falar que se em algum momento houvesse algo errado com a saúde
e fosse difícil um diagnóstico, era para mencionar a existência
da doença na família. Aos
quinze anos, antes da tradicional festa, tive uma forte crise de dor
abdominal e até queriam me manter sob observação pensando em uma
Apendicite... mas a dor passou sozinha em alguns dias. Uns dez anos
depois tive outra crise, desta vez relacionada com os problemas gástricos
que eu sofria na época, que logo passou também. Em
dezembro de 2003, tive uma nova crise com dores abdominais muito
intensas, também na lombar, nas juntas, com vômito, obstipação e
fui internada com suspeita de Pielonefrite. Depois de mencionada a
Porfiria, até foram colhidas amostras de urina para verificar essa
possibilidade, mas o resultado fora negativo, embora o de
Pielonefrite também... Fiquei hospitalizada do dia 17 ao 22... Já
em casa, depois do Natal, confessei que as dores não haviam passado
por completo. Então no dia 26 fui internada novamente, até o dia
29, quando o trânsito intestinal normalizou. Passei o resto das férias
escolares (sou Pedagoga) de janeiro bem fraca, mas no início do ano
letivo já estava praticamente recuperada. Em
março de 2004 eu, que era noiva na época, resolvi aceitar o famoso
pedido e a cerimônia de casamento foi marcada para o início de
outubro. Desde então fora uma correria geral: a Igreja, a organização
da festa, a decoração, vestido, viagem, etc. O stress
foi intenso e no dia 22 de setembro as dores abdominais, na lombar e
nas juntas reapareceram. Não consegui ir ao trabalho... ia aos
hospitais, falava da porfiria mas ninguém sabia o que fazer. Fui
internada no dia 26 (e o casamento em menos de uma semana!) e saí
dia 28 ouvindo o médico dizer, depois de novos exames (inclusive
‘para Porfiria’), que eu era muito sensível à dor e que não
tinha nenhum problema de saúde que justificasse aquela crise... Em
três dias eu emagreci (ajustes no vestido de noiva!) mas recuperei
um pouco as forças e as dores diminuíram. Enfim
o casamento! Muita alegria e todos cuidando de mim o tempo todo. E a
viagem de lua-de-mel, que todos temiam, transcorreu bem! O Papai lá
de cima intercedeu para eu ter este momento bem feliz! Mas para a
Porfiria fora apenas uma trégua... voltei do passeio no dia 10 de
outubro. Dia 12 começamos (eu, meu marido na época e outros
familiares) com uma gastroenterite, porém no dia 16 já estavam
todos recuperados, mas eu passei a apresentar as já conhecidas
dores além de fraqueza muscular, etc, etc... Voltei ao hospital da
internação anterior e passei a manhã no ambulatório tomando
soro. No dia 18 eu rolava e chorava de tanta dor então fui levada
ao hospital novamente e enquanto tomava mais um soro minha mãe
dizia ao médico, desesperada, que estava se enxergando no meu
sofrimento, como a 20 e tantos anos atrás...! Foi aí que o médico
indicou que me encaminhassem a um Hematologista e meu pai, Janary
Maranhão Bussmann, encontrou o maravilhoso Dr. Valdir de Paula
Furtado, que pediu para me internarem na hora! Solicitou os exames
corretos, indicou os laboratórios competentes e seguiu com meu
tratamento. Dezenove dias depois do casamento e eu hospitalizada...
Mas que equipe maravilhosa! E minha mãe tão empenhada em
compreender a porfiria e me ver bem que um dos médicos, Dr. Eduardo
Cilião Munhoz brincou, dizendo que ela viraria PhD em Porfiria
Aguda Intermitente! Eram muitas as informações que ela trazia,
tiradas do site da Fundação Americana de Porfiria (APF). Mas eu sei quanto fora desgastante para ela as noites na cama
de acompanhante, dias inteiros de pesquisa e angústia. Ela até
hoje tem um zelo enorme para com minha fragilidade, que sempre rezo
a Deus para que não a deixe se abater. Perto
de completar um mês de casada, eu quis muito ir embora para ficar
com meu marido, então recebi alta dia 29 de outubro. Fiquei o resto
do ano em licença médica, bastante fraca e ainda preocupada em
como seria dali para frente. Mas logo fui me sentindo mais segura:
qualquer problema corria para o Dr. Valdir e sua equipe, todos se
preparando para, no caso de outra crise, recorrer à hematina. Todos
interessados em saber mais e mais! Então minha mãe associou-se à APF
e passou a conhecer melhor as porfirias. Foi também nesta época
que manifestei pela primeira vez meu interesse em fazer uma associação
no Brasil. Nos
meses subseqüentes ao episódio fui melhorando e quando chegou
fevereiro de 2005, depois de muita insistência de meu esposo
resolvemos tentar engravidar... descobri que não estava ovulando. O
tratamento seria tomar um remédio com acompanhamento médico (um
dos listados como proibido para os portadores de porfiria aguda) ou
fazer uma cirurgia, mas mesmo antes da decisão, em maio meu marido
me deixou. Então, já sem pressa, optei por usar o medicamento com
acompanhamento apenas para normalizar minha situação. Estava também
usando antidepressivos e remédios para dormir, pois a separação
me deixara muito abalada. Em agosto voltei a ovular normalmente e no
final de setembro eu e minha mãe fizemos uma viagem para tentar
relaxar um pouco. Foram dias sem acompanhamento e para aliviar as
tensões eu acabei fumando bastante. De
volta a Curitiba, em novembro, começaram fortes câimbras na região
abdominal. Pensando em uma gastrite ou algo assim, procurei um
doutor para fazer um soro e aliviar a dor, mas ele, percebendo que
eu estava com uma leve icterícia, pediu que eu procurasse meus médicos.
Então a Dra. Alessandra Mescko, da equipe do Dr. Valdir, me recebeu
no Hospital Pilar e pediu minha internação. Tiraram todos os
medicamentos que eu estava usando, começaram todas as investigações
mas a icterícia se tornava a cada dia mais intensa, assim como
outros sinais clínicos. A hipótese de Hepatite medicamentosa (e
outras) fora afastada. Estive em vários laboratórios e até em
outro hospital. Outros exames foram realizados e foram excluídas várias
hipóteses diagnósticas. Então, com as dosagens de PBG e ALA em mãos
e a confirmação de uma crise de Porfiria, o Dr. Valdir sugeriu que
tentássemos a hematina. Imediatamente, minha mãe entrou em contato
com a Sra. Desirée Lyon, da APF,
que junto ao laboratório Ovation,
que fabrica o PanHematin,
enviou para o Brasil quatro ampolas do medicamento, que me
renovaram, me fortaleceram e me tiraram da crise. Desde
então tenho sido muito mais cautelosa: não voltei a usar os
anticoncepcionais, tampouco antidepressivos ou outros remédios que
não os das listas seguras. Também evito o cigarro e as bebidas
alcoólicas que tomava esporadicamente. Evito as situações de stress
e esforço intenso. Cuido-me muito e ao primeiro sinal de qualquer
infecção procuro o Dr. Valdir. Não tenho problemas com a glicose,
então recorro ao mel se começam leves pontadas ou outros sintomas.
E com esse bem-estar, acredito eu advindo da hematina, de tantas
boas informações e também de simples cuidados, iniciamos em 2006
o projeto para fundar a Associação Brasileira de Porfiria! Nas férias
escolares de julho fizemos a primeira reunião e no dia 21 redigimos
a ata de fundação da ABRAPO! Em
outubro, no 1° Encontro Internacional de Portadores de Porfiria, em
Roma, minha mãe, agora Presidente da Associação Brasileira de
Porfiria, fez nossa apresentação e abriu as nossas portas. Tivemos
o prazer de conhecer a maravilhosa Desirée Lyon, que tanto nos
ajudou com sua APF,
instituição de referência para nós e tantos outros! Pude
agradecer pessoalmente a remessa do PanHematin,
embora de maneira tímida devido às minhas restrições diante da língua
inglesa e minha emoção por estar em sua companhia. Trocamos
palavras com o Dr. Karl Anderson, que admiramos muito por seus
conhecimentos e sua atenção. Pudemos também ter o prazer de estar
com Srta. Simona Pavia (a anfitriã do evento), Sra. Rosário, Sr.
John Chamberlayne, Sr. Soerensen e outros representantes de associações
e portadores de porfiria no mundo. Então conseguimos algo de
tremenda importância para nossa recém-nascida associação: a
amizade e o apoio de grupos da Europa e principalmente da American
Porphyria Foundation, dos Estados Unidos da América. Sei
agora que vamos conseguir nossos objetivos! Temos garra e temos uma
madrinha abençoada por Deus, a guerreira Desirée Lyon! Temos a
colaboração das pessoas que aceitaram este desafio e hoje fazem
parte da diretoria. Temos uma equipe de médicos que compõem o
Conselho Multidisciplinar e profissionais que cadastraram-se
conosco, além
de parceiros que farão parte do Conselho Executivo,
trabalhando para o nosso desenvolvimento.
Além de outros que prestam apoio e dedicam o melhor de si
voluntariamente.
Bénie Maria
Scandelari Bussmann
Presidente do
Conselho Executivo da ABRAPO
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